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Saúde

O desafio para essa área, na avaliação da Pastoral da Criança, é fechar a "torneira" que produz as doenças. "É preciso melhorar a qualidade da água e o acesso a ela. Muitas doenças têm ligação direta com a água de péssima qualidade", diz Clóvis Boufleur. Ele também acha que a dificuldade do poder público em oferecer atendimento médico de média e alta complexidade, como diagnóstico especializado e cirurgias, pode ser resolvido com o Pacto pela Saúde. Este pacto, aprovado pelo Conselho Nacional de Saúde, determina que cada município fique responsável por um tipo de atendimento. "O governo do estado poderia fazer a mediação e facilitar a negociação da regionalização da saúde, sentando e discutindo com os municípios", afirma. Outra questão prioritária é reduzir a taxa de mortalidade infantil. "Para fazer isso, é preciso atuar em várias ações no âmbito familiar, como pré-natal, acesso à alimentação e atendimento pós-parto. A redução nessa taxa é um indicador que demonstra a evolução do atendimento na área da saúde", observa Boufleur. As entidades também pedem que o governo estadual aplique 12% das receitas em ações específicas de saúde, e não contabilize investimentos periféricos, como saneamento e habitação, para atingir esse porcentual.

Taxa de mortalidade infantil (por mil nascimentos)

Paraná: 20,7
Santa Catarina: 17,7
Rio Grande do Sul: 14,7

 



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