"As contas estaduais estão, inquestionavelmente, melhores do que quatro anos atrás. Mas, talvez pela preocupação de manter
um superávit, ocorreu um comprometimento na capacidade de investimento em infra-estrutura, principalmente no setor de transportes",
diz o professor Gilmar Lourenço. Para ele, é preciso fazer um planejamento conjunto para rodovias, ferrovias, rios navegáveis
e o Porto de Paranaguá. "Nosso porto tem que receber investimentos para deixar de ser um terminal de corredor de exportação
para ser um porto de embarque e desembarque de cargas com maior valor agregado", diz Lourenço. Com bons projetos, diz ele,
será possível obter recursos com organismos internacionais. "O Banco Mundial, por exemplo, tem recursos abundantes e até baratos,
mas não adianta apresentar idéias esparsas, é preciso apresentar bons projetos", acrescenta. Para a Faep, o investimento em
infra-estrutura é emergencial. "Não só nas rodovias principais, mas também nas estradas vicinais, onde transita a produção
agropecuária", diz o presidente da instituição, Ágide Meneguette.
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