Entre os eleitos em 2004, 84 foram cassados por infração à legislação eleitoral.
É o que aponta cruzamento de dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e da Justiça
Eleitoral.
Brasília - O número de prefeitos cassados por corrupção eleitoral cresceu 16,7% nos últimos
quatro anos em relação ao período de 2000 a 2004. É o que aponta cruzamento de dados da Confederação
Nacional dos Municípios (CNM) e da Justiça Eleitoral. Entre os eleitos em 2000, 72 prefeitos foram cassados
por irregularidades cometidas durante a campanha. Já entre os eleitos em 2004, 84 foram cassados por infração
à legislação eleitoral.
Resultado atualizado pela CNM às vésperas do início da campanha municipal, marcado para domingo, mostra
ainda que 296 municípios, de um total de 5.562, tiveram troca de perfeito desde 2004. Dos 296 afastamentos, 60,5% (179)
se deram por cassação de mandato. Entre as cassações, mostra o levantamento da CNM, o principal
motivo é infração à legislação eleitoral (84), ato de improbidade administrativa
(27), crime de responsabilidade (23) e infração político-administrativa 14. Há, ainda, 31 casos
cujos motivos da cassação não foram identificados.
Para especialistas, a cassação por infração eleitoral é resultado de legislação
rígida e acompanhamento efetivo dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Eles atribuem grande parte da transformação
ao artigo 41-A da Lei Eleitoral (9.507/97). O artigo estabelece a proibição do candidato em doar, oferecer,
prometer ou entregar ao eleitor benefício com o fim de obtenção do voto.
A análise feita pela CNM em relação aos Estados revela que Roraima foi onde houve a maior proporção
de prefeitos cassados (33,33%). Rondônia aparece em segundo lugar com 11,54%, e Rio Grande do Norte em terceiro lugar,
com 6,59%. Em relação aos três maiores colégios eleitorais do País, respectivamente São
Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a pesquisa registrou 20 (3,10%), 21 (2,46%) e 5 (5,43%) afastamentos por motivo de cassação.
FONTE: Agência Estado (Ana Paula Scinocca)