Com o encerramento das convenções dos partidos no país, a Folha levantou que, dos 513 deputados,
79 concorrerão a prefeito e seis a vice.
Pelo menos 88 congressistas dividirão, de julho a outubro, os trabalhos no Congresso com suas campanhas a prefeito
ou a vice-prefeito. Com o encerramento das convenções dos partidos no país, a Folha levantou que, dos
513 deputados, 79 concorrerão a prefeito e seis a vice.
No Senado, só 3 dos 81 senadores disputarão. Em comparação com 2004, a variação
é pequena. Naquele ano, 85 deputados e cinco senadores disputaram as eleições.
O PT é recordista em número de congressistas candidatos (17), e a Bahia é onde haverá a maior
concentração de deputados em busca de votos para prefeito e vice: dez. Entre eles, estão Antonio Carlos
Magalhães Neto (DEM) e Márcio Marinho (PR). No Congresso, são adversários, mas no palanque baiano
se tornarão aliados -ACM Neto é candidato a prefeito e Marinho é seu vice.
Há cidades em que quase toda a bancada entrou na disputa, caso de São Luís (MA), onde seis deputados
concorrem: Cléber Verde (PRB), Flávio Dino (PC do B), Gastão Vieira (PMDB), Pedro Fernandes (PTB), Pinto
Itamaraty (PSDB) e Waldir Maranhão (PP).
No Rio, cinco congressistas estão na disputa: o senador Marcelo Crivella (PRB) e os deputados Solange Amaral (DEM),
Chico Alencar (PSOL), Fernando Gabeira (PV) e Filipe Pereira (PSC). Em Porto Alegre, 3 dos 4 parlamentares candidatos estão
tecnicamente empatados em segundo lugar nas pesquisas atrás do prefeito José Fogaça (PMDB): Maria do
Rosário (PT), Manuela D'Ávila (PC do B) e Luciana Genro (PSOL). Disputa também Onyx Lorenzoni (DEM).
Se em alguns Estados há muitos concorrentes, como no Rio e em São Paulo (9), em Mato Grosso do Sul nenhum congressista
quer a prefeitura.
No Rio Grande do Sul são 8; no Maranhão, 7; em Pernambuco e Minas Gerais, 5 cada.
Os congressistas têm a vantagem de manter todos os benefícios do cargo, já que não são obrigados
a se licenciar para concorrer. Só a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), candidata em Macapá, se afastou.
As TVs Câmara e Senado continuarão transmitindo os discursos em plenário ao vivo.
FONTE: Folha de S.Paulo (Simone Iglesias e Andreza Matais)