O salário será de R$ 9.979,24, o que pode resultar em um impacto de mais de R$ 900 mil mensais no orçamento
da Casa.
Com novas vagas, número de assessores em gabinetes e lideranças aumenta de 6 para 7
A Mesa Diretora do Senado aprovou a criação de 97 cargos comissionados. As vagas serão abertas nos 81
gabinetes dos senadores e em cada uma das 16 lideranças partidárias. O salário será de R$ 9.979,24,
o que pode resultar em um impacto de mais de R$ 900 mil mensais no orçamento da Casa.
Até então, cada senador tinha direito a seis cargos comissionados. Agora, serão sete. Segundo decisão
tomada pela Mesa Diretora em 1997, o assessor comissionado não precisa dar expediente em Brasília.
A reunião que decidiu a criação dos cargos sem necessidade de concurso público ocorreu quarta-feira(9).
Sete senadores integram a Mesa Diretora, presidida por Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), presidente do Senado. Ele foi o único
a se posicionar contra a proposta, defendida, sobretudo, pelo primeiro-secretário da Mesa, Efraim Morais (DEM-PB),
que não foi encontrado nesta quinta-feira(10) para comentar a decisão.
Já Garibaldi ressaltou ser contra a iniciativa. "Tudo o que foi decidido não contou com minha aprovação.
Mas a Mesa decide através dos seus integrantes. O problema não é nem mesmo financeiro, é mais
político, mais de natureza estrutural", disse o presidente.
Terceiro-secretário da Mesa, o senador César Borges (PR-BA) confirmou a versão de Garibaldi. "De
fato, ele disse que não era o melhor momento para criar essas vagas. Mas nem sequer houve votação. O
pedido para criar os cargos partiu dos líderes", afirmou.
O líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), disse que assinou requerimento sobre as novas vagas "porque o Efraim pediu".
O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, afirmou que a criação dos cargos é baseada no entendimento de
que sempre que a Câmara aumenta a verba de gabinete, o Senado cria um cargo correspondente à despesa. Em abril
deste ano, a verba de gabinete da Câmara aumentou de R$ 51 mil para R$ 61 mil.
Na reunião, a Mesa Diretora também definiu que o Senado vai abrir um pregão para vender a folha de pagamento
de salários dos servidores, caso o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal façam uma proposta de compra
em sete dias. O objetivo da decisão é arrecadar um valor próximo a R$ 300 milhões.
FONTE: Folha de S.Paulo