Dentro de uma organização que se propõe a obter resultados positivos, custos e receita sempre mereceram atenção
e para tanto orçamentos são elaborados, fatos contabilizados, demonstrações levantadas e análises realizadas, contando-se
com os mais variados profissionais e estruturas, tais como contador, economista, auditor; departamentos de contabilidade,
planejamento e auditoria.
Outrossim, para que as metas sejam respeitadas e adequadas, depende-se de pessoas e respectivos
desempenhos e estes se não controlados de forma científica desde o início, podem comprometer de forma constante, profunda
e irreversível os resultados esperados.
A contratação de pessoas para ocupação de cargos e suas responsabilidades,
seja para a função de operário, auxiliar administrativo, gerente ou diretor oneram salários e encargos, além de investimentos
em ferramentas de trabalho, tais como máquinas, aparelhos, materiais e tecnologia, tudo isso de comprometimento da empresa
e antecedendo a realização da receita.
A fusão dessas obrigações assumidas com a atuação negativa de um profissional
apresenta-se como um duro golpe nas pretensões de se colher resultados positivos.
Demonstrada essa parceria danosa
e suas conseqüências, vamos a seguir procurar relacioná-la com os propósitos de sobrevivência e desenvolvimento de uma nação.
Alimentação,
saúde, trabalho e cultura são os pontos principais nos anseios de um país e para tanto deve haver uma completa sintonia entre
o setor público e privado na busca de tais objetivos. Como o primeiro deve servir de suporte para o segundo, pois este é que
faz acontecer a produção, o desempenho dos órgãos públicos apresenta-se como objeto que deve merecer muita atenção quanto
a investimentos realizados e serviços prestados.
Recentemente o Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Paraná
elaborou e levou ao conhecimento do cidadão um demonstrativo apontando a participação dos impostos na composição dos valores
de vários produtos, onde se observa receita efetiva e considerável para o setor público e custo na mesma proporção para a
área privada.
Por intermédio de sistemas de difusão de notícias, escritos, falados e televisivos, sistematicamente
tomamos conhecimento de atos de desperdício e desvios do dinheiro público em valores respeitáveis e às vezes assustadores,
cujos procedimentos aliados à significativa carga tributária onerada para o setor produtivo, entravam os projetos de sobrevivência
e desenvolvimento do país.
Considerando que as organizações públicas não têm como objetivo o lucro, mas sim a receita
necessária para cobrir seus serviços os quais devem ocorrer exclusivamente visando o bem estar da população, elas devem sofrer
um rigoroso processo de acompanhamento, pois tal condição é fundamental para controlar os custos financeiros que consomem
a receita oriunda da carga tributária onerada para o setor privado, que está suportando o insuportável.
Para tanto
os nossos governantes devem alterar de forma radical as suas condutas, partindo para uma produtividade real e crescente em
prol do país e suas necessidades, abolindo discursos fúteis e pronunciamentos que visam apenas interesses pessoais e de partidos,
evidenciando seus esforços de forma transparente e objetiva em benefício da sociedade, desenvolvendo e aplicando uma política
de racionalização, transparência, avaliação de desempenho e cobrança de resultado, junto à máquina pública.
Discute-se
a possibilidade ou não de controlar e avaliar de forma científica a atuação do funcionalismo público.
Estudos, experiências
e implantações por profissionais na área de avaliação de resultados e desempenhos apontam de forma categórica que sim.
A
implantação de procedimentos científicos e pertinentes às particularidades de cada setor, que permitam apreciar as conseqüências
na execução de um trabalho, facilita em muito a cobrança de resultados, uma das mais problemáticas áreas da administração,
o que passa a acontecer sem traumas e evasivas.
Estamos entrando no ano de 2007 e a informática, presente e atuante
com todas as suas possibilidades e tudo que é registrado de forma racional facilita de forma profunda o gerenciamento.
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